domingo, 26 de agosto de 2012

POR QUE ( E DE QUE FORMA) O MÚSCULO CRESCE??






Em conceito, o treino de musculação é uma prática muito simples. Levanta-se pesos, espera-se algum tempo, e volta-se a fazê-lo novamente.
Melhora-se ao longo do tempo e, eventualmente fica-se-mais forte e maior do que se estava antes.
Quando vemos as coisas a partir de um panorama geral, é realmente muito simples não é? O problema é que as coisas nem sempre correm tão bem como a descrição acima poderia implicar.

A relação entre o tamanho e a força

Nos círculos de musculação há o equívoco comum de que os aumentos de massa muscular e o aumento da força não estão necessariamente relacionados. Ou seja, você pode aumentar o tamanho de um músculo, sem que este se torne cada vez mais forte. Esta crença errada apresenta-se geralmente no velho argumento “Os culturistas não são tão fortes como os powerlifters“.
Se a força está relacionada com a massa muscular, os powerlifters não deveriam ser maiores do que os culturistas? A explicação é simples: as pessoas normalmente possuem vantagens mecânicas mais fortes do que as pessoas mais fracas. Isto inclui um comprimento dos tendões mais favorável e factores de tecido conjuntivo (incluindo local de ligação e força superior dos tendões e dos ligamentos).
Eles podem ter mais fibras do tipo II do que os outros e/ou um sistema nervoso mais eficiente (que pode ser treinado). Um músculo pode ser treinado para se tornar mais forte, mas não maior – isso depende do número de repetições, volume e frequência de treino. No entanto, se um músculo fica maior também deve ficar mais forte no número de repetições em que foi treinado.
Da mesma forma, se um músculo fica mais forte num número de repetições que conduza ao crescimento, em seguida, o músculo também irá ficar maior. É um facto fisiológico cientificamente comprovado, que o tamanho do músculo e a força estão directamente relacionados.

Vamos ver o que acontece com um músculo quando treinamos:

      “As biopsias dos músculos dos culturistas experientes, têm mostrado que é o tamanho das fibras individuais dentro dos seus músculos, o responsável pelo tamanho muscular anormal e não o número real de fibras presentes.”
Embora haja alguma evidência de que as condições extremas podem resultar em aumentos modestos do número de fibras (hiperplasia), o mecanismo responsável pelo crescimento do tamanho muscular é a hipertrofia – o aumento do tamanho das fibras musculares já existentes.
      “É também digno de nota que a maquinaria contráctil compreende cerca de 80% do volume da fibra muscular. O restante do volume é representado por tecido que fornece energia para o músculo ou está relacionado com a unidade neural.”




Isso indica-nos que existem algumas formas de aumentar o tamanho do músculo.

1. Aumentando o volume do tecido: que fornece energia para o músculo ou está relacionado com a unidade neural – é a chamada hipertrofia sarcoplasmática.
2. Aumentando o volume de maquinaria contráctil: a chamada hipertrofia dos sarcómeros.
Vamos analisar ambas as vias:



Hipertrofia sarcoplasmática

Aumentar o volume do tecido que fornece energia para o músculo ou está relacionado com a unidade neural: Intimamente envolvidas na produção de ATP estão organismos intracelulares chamados “mitocôndrias”. As fibras musculares vão-se adaptar a sessões de treino com um volume alto (com um número de reps mais elevado), aumentando o número de mitocôndrias nas células.
Eles também aumentam as concentrações de enzimas envolvidas na fosforização oxidativa e dos mecanismos de produção de energia da glicólise anaeróbia e aumentam o volume de líquido sarcoplasmático no interior da célula (incluindo glicogénio) e também do líquido entre as células.
Este tipo de hipertrofia produz muito pouco aumento de força, mas tem efeitos profundos sobre o reforço da força de resistência (a capacidade de realizar repetições com um determinado peso) porque aumenta drasticamente a capacidade dos músculos para produzirem ATP. Adaptações deste tipo são características habituais dos músculos dos culturistas ‘.
Também deve ser óbvio que o volume do tecido que fornece energia para o músculo representa apenas cerca de 20% do volume total da célula muscular em indivíduos destreinados, não é aqui que a maioria do potencial de crescimento reside.
A hipertrofia sarcoplasmática das células musculares produz directamente um aumento moderado de tamanho muscular. Mas também, como você vai saber a partir da série Sistema Neuromuscular, O ATP é a fonte de energia para toda a contracção muscular – inclusive para as fibras do tipo II.
Será que possuir uma quantidade maior de ATP no músculo, e ter a capacidade de produzir uma maior quantidade intramuscular a qualquer momento, seria uma mais-valia?
A resposta é, claramente, “sim”. É onde uma grande parte da importância da hipertrofia sarcoplasmática entra na musculação. (Nós vamos falar acerca do treino indicado para produzir este tipo de adaptação na página de artigos relacionados com o treino.)
No que diz respeito a aumentar o tecido que está envolvido com a unidade neural, isto teoricamente iria ocorrer em resposta à necessidade de contracção de células com maquinaria contráctil hipertrofiada. Directamente, iria produzir muito pouco em termos de aumento de tamanho.
Além disso, existem outros corpos intracelulares, cujo crescimento e/ou proliferação que se enquadram na categoria de hipertrofia sarcoplasmática. Estas seriam as organelas, como os ribossomas, que estão envolvidos na síntese de proteínas.
Como no caso da maquinaria da unidade neural, na maioria dos casos elas aumentam de tamanho ou de número apenas para apoiar a hipertrofia dos sarcómeros. Elas teriam pouco impacto directo sobre a massa muscular.

Hipertrofia dos Sarcómeros

Aumentar o volume de maquinaria contrátil: A grande maioria do volume de cada célula muscular (~ 80%) é composta de maquinaria contráctil. Portanto, é aí que reside o maior potencial para aumentar o tamanho da célula muscular.
Um músculo treinado responde pelo aumento do número de filamentos de actina/miosina (sarcómeros) que ele contém - isto é, primeiramente, o responsável pelo aumento da força e tamanho. Mas antes de um músculo crescer desta forma, tem que ser “degradado”. Vamos dar uma vista de olhos a ambos os processos de “degradação” e “construção”:



O processo de danificar a célula muscular através do exercício



Quando uma fibra muscular desenvolve tensão suficiente durante o tempo suficiente, o aumento da fadiga prejudica o ciclo de pontes cruzadas de actina/miosina necessárias para os filamentos contrácteis manterem a produção de força. Este ciclo de pontes cruzadas prejudicado quando sob tensão, provoca um trauma para os filamentos contrácteis, na medida em que algumas pontes cruzadas são submetidas a tensões maiores do que podem apoiar estruturalmente.
Para além disso, o treino leva a fissuras pós-treino na integridade da membrana plasmática que permitem que o cálcio penetre nas células musculares (há muito mais cálcio no sangue do que nas células musculares). Este aumento nos níveis de cálcio intracelular activa enzimas chamadas ‘calpains “que removem as partes danificadas dos filamentos contrácteis (chamado de” miofilamentos facilmente libertáveis’).
Uma proteína chamada ‘ubiquitina (que está presente em todas as células musculares) liga-se à peças removidas de filamentos, identificando-as portanto, para fins destrutivos. Neste momento, os neutrófilos (um tipo de glóbulo branco granulado) são quimicamente atraídos para a região e aumentam rapidamente de número.

Os monócitos (um tipo de células fagocíticas) introduzem-se no músculo danificado e transformam-se em macrófagos (outro tipo de células fagocíticas), que também libertam toxinas e fagocitam o tecido danificado.Elas libertam toxinas, incluindo os radicais de oxigénio, que aumentam a permeabilidade da membrana e fagocitam (ingerem e destroem) os restos de tecido que foram libertados pela via do cálcio. Os neutrófilos não permanecem na zona de mais de um dia ou dois, mas são complementados pelo aparecimento de monócitos também atraidos para a área danificada.
Depois do início da fase fagocitária, as fibras danificadas são rapidamente discriminadas por proteases lisossomais, radicais livres de O2, e outras substâncias produzidas pelos macrófagos. O músculo encontra-se agora um estado mais fraco do que estava antes de ser treinado.
Aliás, os macrófagos têm um papel fundamental na iniciação da reparação tecidual. A menos que o muscular danificado seja invadido por macrófagos, não irá ocorrer a activação de células satélites nem a reparação muscular.
Além disso, o aumento intracelular das concentrações de  Ca + +, são conhecidas por activar uma enzima chamada fosfolipase A2. Esta enzima liberta o ácido arachidónico a partir da membrana plasmática, que é depois transformado em prostaglandinas (principalmente PGE2) e outros eicosanóides que contribuem para os processos de degradação.
Então, agora que já vimos de forma breve o processo pós-exercício da degradação muscular, como é que cresce?

O processo de indução do crescimento muscular induzido pelo exercício

As células musculares possuem muitos núcleos e outras organelas intracelulares. Isso acontece porque os núcleos estão intimamente envolvidos no processo de síntese proteica (não se esqueça que, a actina e a miosina são proteínas), e um único núcleo só pode apoiar a produção de uma quantidade limitada de proteína.
Se as células musculares não tivessem múltiplos núcleos seriam de facto, células musculares muito pequenas. Portanto, se um músculo vai crescer para além do seu tamanho actual (ou seja, a síntese das proteínas contrácteis – actina e miosina), deve aumentar o número de núcleos que contém (ou seja o “número de mionúcleos ‘). Como é que ele faz isso?
À volta das células musculares encontram-se células embrionárias miogénicas chamadas ‘células satélites’ (ou ‘mioblastos’). Sob as condições certas estas células se tornam mais ‘como’ as células musculares e realmente doar seus núcleos às fibras musculares, aumentando o número de mionúcleos.
Para que isso aconteça, têm de acontecer várias coisas. Uma delas é que, o número de células satélite tem de aumentar (a chamada “proliferação”). Segundo, elas têm de transformar-se em células mais parecidas com os “músculos (processo denominado de” diferenciação “). E três, têm de se fundir com as células musculares necessitadas.
Quando o sarcolema (a parede da célula muscular) é “danificado” pela tensão (como no treino de musculação ou mesmo com alongamentos) factores de crescimento são produzidos e libertados na célula. Existem vários tipos de factores de crescimento.
Os mais importantes são:
  • Factor 1 de crescimento semelhante à insulina (IGF-1).
  • Factor de Crescimento de Fibroblastos (FGF).
  • Factor Transformador de Crescimento da super-família beta (TGF-beta).
Estes factores de crescimento podem sair da célula para os arredores porque a permeabilidade do sarcolema aumentou devido ao “dano” feito durante a contracção. Uma vez fora da célula muscular, estes factores de crescimento estimulam a proliferação das células satélites (função principal da FGF) e diferenciação (função principal da IGF-1).
O papel da TGF-beta é o de mediador  - neste caso, inibe o crescimento. Após esse processo as células satélite fundem-se com as células musculares e doam os seus núcleos, dando às células musculares a “capacidade” de crescerem.
Agora os factores que promovem a síntese de proteínas, como a IGF-1, hormona do crescimento (GH), testosterona e algumas prostaglandinas podem iniciar o processo de crescimento. A síntese da proteína ocorre porque um substancia geneticamente codificada chamada ” mensageiro RNA (mRNA) é enviada a partir do núcleo para os ribossomas.
Acredita-se que o núcleo liberta níveis mais elevados de mRNA em resposta à tensão e/ou danos miofibrilares provocados pelo ciclo insuficiente das pontes cruzadas de actina e miosina durante as contracções musculares intensas, embora este mecanismo ainda não esteja totalmente compreendido.
O mRNA contém as “instruções” para os ribossomas que sintetizam proteínas, e é assim iniciado o processo de construção de proteínas contrácteis (actina e miosina) e estruturais (para os outros componentes da célula) a partir dos aminoácidos absorvidos pela célula a partir do sangue. Várias substâncias podem influenciar esse processo. Pode encontrar abaixo um pequeno resumo das principais:
  • IGF-1: A IGF-1 existe em duas variedades – A IGF-1 paracrina é produzida principalmente no fígado e a IGF-1 autocrina é produzida localmente noutras células. A IGF-1 paracrina, viaja através da corrente sanguínea para os vários tecidos do corpo, mas a IGF-1 autocrina é local, na medida em que, afecta os tecidos somente na área em que for liberada.
São necessários receptores na superfície das células para a versão paracrina do IGF-1 poder entrar nas células e exercer os seus efeitos anabólicos. Mas a versão autocrina do IGF-1, que é produzida e libertada nas células musculares como resposta às contracções de elevada tensão, opera de forma independente dos receptores da superfície, porque já está dentro.
Uma vez dentro da célula, O IGF-1 interage com as enzimas activadas pelo cálcio e desencadeia um processo que resulta na síntese de proteínas (e os íons de cálcio que foram libertados durante a contracção muscular e também aqueles que entram no músculo após o sarcolema ter sido danificado assegurarm que as enzimas necessárias são activadas pelo cálcio).
Uma grande parte deste aumento na taxa de síntese de proteínas é devido ao fato de que os complexos IGF-1/calcio/enzimas, tornam a síntese de proteínas nos ribossomas mais eficiente.
Já agora, a insulina trabalha nos ribossomas de uma maneira semelhante, daí o nome “factor de crescimento similar à insulina-1” (IGF-1). Portanto, ingira alguns carbohidratos de digestão rápida depois do seu treino para aumentar os níveis de insulina.
  • Hormona de crescimento: Pensa-se que a hormona de crescimento funciona principalmente, fazendo com que as células (fígado e células musculares) libertem IGF-1.
O treino eficaz provoca um aumento dos níveis de GH na corrente sanguínea; este GH estimula o fígado a liberar IGF-1 paracrina várias horas depois, e também estimula as células do músculo a libertarem IGF-1 autocrina, conduzindo assim a uma outra indução de crescimento potencial.
  •  Prostaglandinas: Algumas prostaglandinas são libertadas durante a contracção (e alongamento), duas das mais importantes para o crescimento são a PGE2 e PGF2 alfa. A PGE2 aumenta degradação protéica, enquanto a alfa-PGF2 eleva a síntese protéica.
Mas PGE2 não é de todo má, pois também induz uma proliferação poderosa das células satélites e a sua infusão. O mecanismo de acção da PGF2 alfa, é muito menos claro, mas suspeita-se que esteja associado ao aumento da “eficiência” da síntese de proteínas dos ribossomas.
  •  Testosterona: A testosterona “livre” (do tipo que não está vinculada a uma proteína de ligação) viaja livremente através da membrana da célula muscular e, uma vez lá dentro, activa o que é chamado de “receptor de andrógeno.
A testosterona “vinculada” (o tipo que está ligada a uma proteína de ligação) deve activar primeiro os receptores na superfície celular antes que ele possa entrar (o número de receptores na superfície é o que controla essa via).
Uma vez que o receptor de androgénio é activado pela testosterona que viaja para o núcleo e desencadeia o processo de síntese protéica. Desta forma, a testosterona causa directamente a síntese de proteínas e é, de longe, o mais poderoso agente anabolizante encontrado naturalmente no corpo humano.
A testosterona também aumenta a sensibilidade das células satélites ao IGF-1 e FGF, promovendo a proliferação das células satélite e diferenciação celular. Também aumenta a produção sistémica do corpo de GH e IGF-1. O treino de musculação provoca um aumento do nível de testosterona.
Após um treino, para facilitar o processo de crescimento, as células musculares tornam-se mais “receptiva” à testosterona, IGF-1 e GH sistémicos.
Todo o processo de dano celular e sobrecompensação subsequente (as células voltam a crescer e tornam-se um pouco maiores do que antes) pode demorar, desde várias horas, até vários dias, dependendo da severidade e do tipo de treino.
No entanto, tem sido demonstrado em vários estudos que indivíduos treinados, completam o ciclo da síntese de proteínas dentro de 36-48 horas depois de um treino convencional intenso com pesos, do tipo da musculação.
Esta é uma forte evidência para apoiar a ideia de que osmúsculos devem ser treinados a cada 48 horas. Mas há mais coisas a considerar, e é isso que vamos fazer noutros artigos.
De forma clara, o aumento do volume de elementos contrácteis musculares é a chave para aumentar o tamanho e a força do músculo. Como as fibras do tipo II contêm mais filamentos de actina/miosina, e são os que geram as tensões mais elevadas, são as que têm maior potencial para o fortalecimento/crescimento.
O pré-requisito, é claro, é que você tem que levantar pesos suficientemente pesados para recrutar as fibras do tipo II – e para elas se contraírem com a rapidez suficiente para desenvolver uma tensão significativa. Também temos que submetê-los a uma tensão suficiente para provocar danos significativos às fibras musculares.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

UM BREVE PAPO SOBRE SUPLEMENTOS





O consumo de suplementos alimentares vem crescendo no país, principalmente por malhadores de carteirinha. Eles são apresentados na forma de comprimidos, cápsulas, pós ou líquidos. Mas é preciso saber como e quando usá-los. O uso em excesso ou sem orientação de um profissional pode causar danos grave.Para orientar o consumidor e garantir maior controle podemos segmentar os suplementos em grupos:





Pré treinos: Suplementos utilizados para melhorar o desempenho nos treinamentos. A grande maioria tem mais estimulantes do que compostos úteis, mas ainda há boas opções no mercado que reúnem creatina, aminoácidos, bet alanina e outros compostos comprovadamente eficazes.


Termogênicos: Suplementos destinados a auxiliar na redução de gordura através da ativação do metabolismo. No Brasil apenas encontramos como composto realmente eficaz a cafeína neste grupo ( não faz milagres nem é tão segura quanto se pensa, dependendo das doses), mas há um  número elevadíssimo de suplementos sem comprovação de eficácia que prometem muito e não cumprem... 


Energéticos: podem ser usados antes, durante ou após treinos e provas, dependendo das características do indivíduo e do esporte. Fornecem basicamente energia, vinda sobretudo de carboidratos, e são encontrados em pó ou gel.  São exemplos: maltodextrina, dextrose.


Protéicos: indicados para completar a ingestão protéica da dieta. O horário de consumo depende de uma série de fatores, mas muitas vezes são indicados para após o treino. Podem ser encontrados em pó, gel ou barra.  Fazem parte do grupo a Whey Protein, a Albumina, a Caseína e o Isolado Protéico de soja, além das barras de proteína.


Compensadores: contém carboidratos, proteínas e lipídios, além de vitaminas e minerais. Encontrados em pó ou líquido. Indicados para desnutridos ou para atletas com necessidades aumentadas devido ao estado fisiológico, limitações na dieta ou tipo de exercício.


Repositores: São bebidas esportivas com o objetivo de repor água, eletrólitos e carboidratos de forma mais rápida, evitando a desidratação de uma atividade intensa/longa. Indicado para corredores, ciclistas. Se você está lutando contra a balança e não dispensa seu whey com malto/dextrose no pós treino, cuidado com o pico glicêmico que não deixa sua barriguinha sumir.


Aminoácidos: fazem parte deste grupo os aminoácidos, indicados para aumento da massa muscular. Como exemplo temos os BCAAs, nome dado aos aminoácidos da cadeia ramificada, Leucina, Isoleucina e Valina. Os BCAAS, são indicados para recuperação muscular e para exercícios de longa duração. Na verdade BCAAs parecem só ter importância como fonte alternativa de energia em regimes de zero carboidrato ou treino em jejum de carboidrato...


SERÁ  que você realmente precisa de  TODOS  os suplementos que tem utilizado?


A suplementação deve sempre ser preferencialmente acompanhada por um profissional e associada a uma dieta já planejada para a modalidade esportiva em questão.



ANTES DE COMPRAR UM SUPLEMENTO


 Organize a sua agenda para conseguir malhar e ter uma dieta saudável. Os suplementos agem como coadjuvantes dessa dupla.Não acredite em todas as pesquisas publicadas na internet. Grande parte é financiada pelos próprios laboratórios que comercializam os produtos.Procure um nutricionista especializado para   saber a dosagem e a forma correta de utilizar um suplemento. Além de mais seguro, funciona melhor.Duvide de produtos que não apontam os princípios ativos da fórmula e só utilizam apenas o termo “poderosas substâncias” para endossar sua eficácia.As proteínas e os aminoácidos necessários para melhorar o desempenho físico devem ser obtidos através da alimentação. O uso de suplementos leva a uma sobrecarga, que deve ser excretada pelo organismo, e um dos responsáveis por essa função é o rim.
E o mais importante: alimente-se bem e treine. Não existe pílula mágica. Nenhum suplemento, não mporta o quanto seja caro ou quantos relatos você leia nos sites de maromba (esses relatos muitas vezes são forjados por vendedores dos próprios sites), e ainda que a embalagem seja linda e prometa "Rápida síntese de proteínas", "acelerada construção muscular", "destruir os depósitos de gordura subcutânea" e outras expressões lindas de se ler... NADA DISSO irá funcionar sem uma alimentação adequada, não falo do jargão de meus colegas nutricionistas " uma alimentação equilibrada com todos os nutrientes, rica em fibras e pobre em gordura saturada e açúcar"  mas uma alimentação  ADEQUADA  a você, às suas características individuais, bem como ao seu treino. Não precisa ser ortoéxico como eu, mas cuide-se.


sábado, 16 de junho de 2012

LIPO 6 BLACK UC X MEU ESPELHO

Caros leitores comecei a utilizar o lipo 6 black ultra concentrado. Comecei dia 11/0602012. Senti um pouco mais de disposição, nada fora do normal. Não tirei medidas nem me pesei, meu foco é mudar visualmente e no %  bf, que da ultima vez que medi atingiu assustadores 15%.
Voltei a treinar musculação  1 mes antes do inicio de uso do suplemento, depois de uns 3 meses parado. Desde o primeiro dia com o lipo 6 uc voltei a treinar muay thai 2 x semana e a correr ( treinamento intervalado) 5 x semana. Segunda feira começarei com spinning e treinamento funcional.
Até agora meu espelho não me mostrou nada de novo...
"Espelho espelho meu... existe alguém mais fora de forma do que eu??"... rs
Ninguém está lendo essa p&%%%$$$##@@@, mas lá vai:  27/06/2012 16º dia de lipo , nada demais ainda. Energia normal, a superdisposição inicial já me deixou, por isso ontem aicionei 3 ml de clembuterol ao ciclo. Isso diminui o rendimento nos aeróbicos, mas acho que a interação com o t2 presente no lipo será  sinérgica. Suando e urinando mais. Também estou usando multivitamínico AST e whey optimum e twin lab. Abdomen está bom, mas ainda longe de ser um tanque.
Estou reduzindo carboidrato, sobretudo à noite, onde geralmente zero o consumo de carb e me mantenho na ptn e salada.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

LIPO 6 BLACK ULTRA CONCENTRADO ou OXYELITE PRO????




















Qual o melhor fat burner do momento? Teríamos várias respostas embasadas em fórmulas, marketing, relatos, etc. ( além de outras sem  embasamento algum). Tudo  isso é muito fácil.
Porém, cético  como  sou, recorri ao empirismo e mais uma vez meu corpo será meu laboratório de testes.
Após a experiência com Clembuterol ( que deixou a desejar) cansei de pesquisar no Google sobre qual o melhor termogênico e optei por testar os dois mais  promissores da atualidade.
O teste começará em breve. ! Adquiri 1 frasco de lipo 6 black UC e 1 de oxyelite, novamente revisei minha dieta e treino e em alguns dias começarei o teste. aproximadamente 8 semanas. Sim! 1 frasco inteiro de  lipo 6 seguido de 1 frasco inteiro de oxyelite sem intervalo. Não, não é loucura. Os fabricantes de ambos os produtos recomendam um ciclo entre 4 e 8 semanas. Por isso eu testarei ambos e o que for eleito O MELHOR eu utilizarei posteriormente em um ciclo exclusivo de mais 8 semanas.


Caso haja um número suficiente de interessados em acompanhar meu relato, postem aqui, pois terei prazer   em compartilhar cada dia do "ciclo".
Acaso não  houver ninguém interessado em acompanhar eu não irei 'falar" sozinho..rsrs. FORÇA!




Chegou o lipo 6 black uc.......se tudo correr bem, o oxy está às portas...aí o relato começará  COM FORÇA!






sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

QUAL O MELHOR HORÁRIO PARA CONSUMIR PROTEÍNAS????????????

Eis uma excelente questão, tanto é que a discussão em torno dela ainda não cessou. Não obstante, os estudos científicos publicados até à presente data relativamente a esta matéria permitem-nos responder com algum grau de confiança.


Quando se deve tomar proteína?
Antes de mais, convém saber que o consumo de proteína deve ser regular ao longo do dia. Durante o dia, aconselha-se o consumo de proteína de 3 em 3 horas (quer através da alimentação como através de suplementos).
Depois da água, as proteínas são os constituintes em maior quantidade no nosso corpo e são responsáveis por diversos processos biológicos, entre os quais a coagulação sanguínea, a formação de anticorpos e a construção de novos tecidos. A maior parte da proteína pode ser encontrada nos músculos, daí a importância que assume no mundo do culturismo.
Proteína: antes e/ou depois do treino?
É de especial interesse para quem faz musculação saber se existe uma altura ideal para tomar o batido de proteína. O que é melhor a nível do crescimento muscular e eliminação de gordura? Tomar um batido de proteína de manhã e à noite ou imediatamente antes e após o treino? O que dizem os estudos publicados?
Consumir proteína imediatamente após o treino aumenta hipertrofia
Um estudo publicado em 2001 investigou a importância do timingde ingestão de proteína para a hipertrofia muscular. Trinta homens com uma média de idades de 74 anos foram divididos em dois grupos. Os membros de um dos grupos consumiram proteína imediatamente após o treino. Os do outro grupo consumiram a proteína 2 horas após o treino. O composto consumido continha 10g de proteína, 7g de hidratos de carbono e 3g de gorduras. Os indivíduos de ambos os grupos participaram num programa de treino de musculação que durou 12 semanas.
Resultados: os indivíduos que tomaram o suplemento de proteína logo após o exercício experimentaram ganhos no músculo quadríceps e aumentaram a força dinâmica (46%) [*1] e isocinética (15%) [*2]. Os membros do outro grupo apenas experimentaram ganhos na força dinâmica (36%) [*3]. Os autores do estudo concluíram que consumir proteína logo depois do treino é importante para potenciar a hipertrofia muscular.


Consumir proteína antes e depois do treino aumenta massa muscular magra e reservas de glicogénio
Os voluntários foram divididos em 2 grupos. Um dos grupos consumiu um composto que continha proteína, creatina e glucose imediatamente antes e após o treino. O outro grupo consumiu o mesmo composto de manhã e ao final da tarde. Todos os participantes seguiram um programa de treino de musculação durante 6 meses.
Resultados: o grupo que consumiu os suplementos antes e depois do treino registou um aumento maior na massa muscular, bem como um aumento nas reservas de creatina e glicogénio nos músculos, do que o grupo que consumiu o suplemento de manhã e à tarde [*4].
Consumir proteína imediatamente após o treino acelera recuperação
Um estudo publicado em 2002 na Medicine & Science in Sports & Exercise mostrou que a ingestão de proteína logo após o treino aumenta o processo de síntese de proteínas e, consequentemente, a recuperação muscular [*5].
Consumir proteína antes do treino aumenta queima de gordura
Um estudo muito recente mostrou que tomar proteína antes do treino de musculação é o mais indicado para quem quer queimar gordura de forma mais rápida. A proteína aumenta o gasto energético de repouso (resting energy expenditure, em inglês), que consiste na energia que o organismo gasta ao desempenhar as suas funções fisiológicas durante o período de não-actividade. Ou seja, mais energia gasta significa que o metabolismo está mais acelerado, logo, mais gordura está a ser queimada.
Esta foi a conclusão dos autores do estudo:
“Consumir proteína antes do treino de musculação pode ser uma estratégia simples e eficaz para aumentar o gasto de energia ao elevar o gasto energético de repouso no dia a seguir ao treino. Aumentar o gasto energético de repouso pode facilitar a redução de massa gorda do corpo” [*6].



CONCLUSÃO

Para quem pratica desporto e, especialmente, musculação é aconselhado tomar um batido de proteína antes e depois do treino. As vantagens a nível de ganhos de massa muscular e recuperação pós-treino são maiores do que se consumir a proteína em horas distantes do treino. Isto não quer dizer que apenas deve tomar proteína 2 vezes ao dia. Isso irá depender das necessidades nutricionais de cada atleta e da intensidade do seu treino.
Se não tiver possibilidade de consumir proteína antes do treino, convém, pelo menos, ter o batido à mão depois do treino. Asproteínas líquidas ou barras de proteína são excelentes formas de garantir o consumo proteico necessário ao seu crescimento muscular sem ter de se preocupar em andar com o shaker e a embalagem de proteína atrás de si.





REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – O uso de força dinâmica acontece sempre que o músculo exerce a mesma velocidade ao longo exercício.
[*2] – O uso de força isocinética acontece sempre que o músculo exerce a mesma resistência ao longo das diversas fases do movimento, independentemente da velocidade.
[*3] – Esmarck, J. et. al., Timing of postexercise protein intake is important for muscle hypertrophy with resistance training in elderly humans, The Journal of Physiology 535, págs. 301-311, Agosto 2001 (LINK)
[*4] - Cribb, P. & Hayes, A., Effects of supplement timing and resistance exercise on skeletal muscle hypertrophy, Medicine & Science in Sports & Exercise 38(11):1918-25, Novembro 2006 (LINK)
[*5] - Deanna, L. et. al., Postexercise protein intake enhances whole-body and leg protein accretion in humans, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 34 – Issue 5, págs. 828-837, Maio 2002 (LINK)
[*6] – Hackney, K. & Bruenger, A. & Jeffrey, L., Timing Protein Intake Increases Energy Expenditure 24 h after Resistance Training, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5, págs. 998-1003, Maio 2010 (LINK)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012







Suplementação de leucina aumenta síntese proteica pós-exercício

Data:            08/09/2011
Autor(a):       Rita de Cássia Borges de Castro
Fotógrafo:    Rita C. B. Castro

Pesquisadores norte-americanos publicaram um estudo na revista The American Journal of Clinical Nutrition mostrando que a suplementação de aminoácidos essenciais (Qual a classificação mais recentemente aceita para os aminoácidos?) enriquecida de leucina aumenta a síntese proteica muscular pós-exercício.

Este foi um estudo cruzado e randomizado, que avaliou a suplementação de aminoácidos essenciais com duas diferentes concentrações de leucina na síntese de proteína muscular após exercício moderado, caracterizado pela realização de bicicleta ergométrica durante 60 minutos a 60% do VO2 máximo.

Oito adultos saudáveis receberam durante o exercício bebidas isonitrogenadas contendo 10g de aminoácidos essenciais em diferentes teores de leucina: uma enriquecida com 3,5g de leucina e outra contendo 1,87g.

O metabolismo de aminoácidos foi determinado após o exercício pela infusão de fenilalanina contendo isótopos 2H5- e [1-13C]-leucina, capazes de avaliar a incorporação intracelular dos aminoácidos. Os pesquisadores verificaram que a síntese proteica muscular foi 33% maior (p < 0,05) após o consumo da bebida enriquecida de leucina.

“Estes dados demonstram que o aumento da disponibilidade de leucina durante o exercício promove o anabolismo da proteína do músculo esquelético e reposição de proteína endógena. Estudos futuros são necessários para determinar os mecanismos moleculares e se os efeitos observados são influenciados pela intensidade do exercício ou outros nutrientes”, destacam os autores.

“Nossas descobertas indicam que o aumento do 
teor de leucina nos suplementos proteicos pode ser promissor para as populações suscetíveis à perda de massa muscular, como a caquexia e sarcopenia, devendo ser explorados nos próximos estudos”, concluem.
 
Referência(s)

Pasiakos SM, McClung HL, McClung JP, Margolis LM, Andersen NE, Cloutier GJ, et al. Leucine-enriched essential amino acid supplementation during moderate steady state exercise enhances postexercise muscle protein synthesis. Am J Clin Nutr. 2011;94(3):809-18.
fonte:  www.nutritotal.com.br



Suplementação de proteínas tem efeito benéfico na hipertensão









Pesquisadores norte-americanos concluíram em estudo publicado na revista científica Circulation que a suplementação de proteínas diminui a pressão arterial sistólica quando comparada com a suplementação de carboidratos de alto índice glicêmico.


O estudo foi randomizado, duplo-cego e cruzado, com três fases de intervenção. Foram avaliados 352 adultos com pré-hipertensão ou hipertensão estágio 1. Estes voluntários foram distribuídos aleatoriamente para receberem três tipos de suplementação, durante oito semanas, com intervalo de 3 semanas entre elas: 1. 40 g/dia de proteína de soja, 2. 40g/dia de proteína do leite e 3. 40g/dia de carboidratos de alto índice glicêmico (contendo sacarose, frutose e maltodextrina).


Os participantes foram avaliados duas vezes a cada período de intervenção, sendo medida a pressão arterial. Tanto a suplementação com a proteína da soja quanto da proteína do leite, quando comparados com a suplementação de carboidratos, foram significativamente associados com redução da pressão arterial sistólica, -2,0 mm Hg (proteína de soja, p = 0,002) e -2,3 mm Hg (proteína do leite p = 0,0007). A pressão arterial diastólica também foi reduzida, mas essa mudança não atingiu significância estatística. Também não houve diferença significativa na redução da pressão arterial entre a suplementação com proteína de soja ou do leite.


“Este é o primeiro estudo que teve o objetivo direto de comparar o efeito de proteína vegetal (soja), proteína láctea (leite) e carboidratos sobre a pressão arterial. Estes resultados podem ter implicações importantes na prática clínica, pois estima-se que a redução de 2 mm Hg da pressão arterial sistólica pode levar a uma redução de 6% na mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) e diminuição de 4% na mortalidade por doença cardíaca coronariana”, destacam os autores.


“O presente estudo indica que tanto a proteína de soja quanto a do leite reduzem a pressão arterial sistólica, em comparação com o suplemento de carboidrato de alto índice glicêmico, em pacientes com pré-hipertensão e hipertensão estágio 1. Mais estudos randomizados e controlados são necessários para examinar o efeito de várias proteínas dietéticas sobre a pressão arterial, a fim de recomendar um aumento global na ingestão de proteína como parte de uma estratégia de intervenção nutricional para a prevenção e tratamento da hipertensão”, concluem.

Referência(s)


He J, Wofford MR, Reynolds K, Chen J, Chen CS, Myers L, et al. Effect of dietary protein supplementation on blood pressure: a randomized, controlled trial. Circulation. 2011;124(5):589-95.
fonte: www.nutritotal.com.br